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Pode ser! Obrigada.
Não acho que as pessoas que visitam esse blog estejam interessadas em saber sobre mim…
Ah… Sou uma menina. Gosto de ler. Gosto de MPB. Gosto de Rock. Tenho 18 anos.
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Acordar cedo, tomar um banho frio e um café quente. Sinônimo de um dia melhor nascendo.
Robots.
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Ontem aconteceu. Tudo muito rápido.
Antes que eu pudesse me dar conta que era você, eu já havia te cumprimentado e você já tinha começado a conversar comigo. não tive tempo de colocar em prática todas aquelas ideias que tive. Mas, em contrapartida, consegui me manter indiferente ao que você dizia, apenas acenando com a cabeça e dando respostas monossilábicas.
Você me mandou duas mensagens.
Sorri em silêncio, pois percebi que meu distanciamentos te afetou. Fiquei satisfeita com isso. Queria que você sentisse o mesmo que senti naquele 11 de março.
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Desde o dia 11 não penso mais em você.
Fiquei surpresa com a maneira que tudo aconteceu. Durante os últimos anos você fez mais parte da minha vida do que eu mesma. Esteve presente em todos os meus pensamentos, foi o motivo dos meus pesadelos, dos meus choros, dos meus sorrisos. E agora tudo me parece tão… banal. Você perdeu o seu encanto. Eu consegui ver o que você realmente é: uma pessoa comum, que não se preocupa com sentimentos alheios. Eu tive tantas oportunidades de ter visto quão comum você é antes, mas era só olhar para você que qualquer dúvida ou desconfiança sumia. O seu sorriso me consumia por completo. Minha única vontade era parar o tempo, para poder te olhar, sem pressa. Examinar cada curva do seu rosto. Penetrar nesse seu olhar que nada me dizia. Sentir sua respiração, de leve. Olhar para suas mãos, que seguravam as minhas, enquanto ouvia o som do seu coração…
Não sei como reagirei a próxima vez que nos encontrarmos. Já imaginei as mais variadas situações e diálogos em cima desse futuro encontro. Não consigo definir se o melhor seria te ignorar, ou te tratar como um conhecido distante. Whatever. Me excita a possibilidade de te fazer sofrer.
Acho que devo à você parte da agressividade e da frieza que percebi em mim. As madrugadas que passei em claro pensando naqueles beijos na chuva, naqueles momentos que compartilhamos, e, por fim, na situação que dera fim a tudo isso, me fizeram entender que tudo é passageiro. A minha vontade de você passou. Acabou, de uma hora para outra, como se você tivesse sido para mim aquilo que mais abomino: um passatempo. Uma diversão. E agora que tudo está tão distante, nem mesmo posso afirmar se sua existência é real.
Abriu-se um abismo entre nossos pés.
“E até quem me vê lendo o jornal na fila do pão, sabe que eu te encontrei. E ninguém dirá que é tarde demais, que é tão diferente assim… Do nosso amor a gente é que sabe, pequena.” (Rodrigo Amarante).
Me faltam palavras para que eu possa expressar os sentimentos que essa música causa em mim. É um misto de tranquilidade, carinho, aconchego, alento… Essa música me faz sonhar. Quando a ouvi pela primeira vez, logo comecei a fazer planos, a imaginar diálogos e situações, criando uma certa “fantasia” na minha cabeça. Logo imaginava uma varanda com flores, pãezinhos com requeijão e uma certa pessoa. Justo eu, que nunca tive pretensão alguma… Sinto uma sensação tão boa ao ouvir essa música, que pra me fazer contente basta saber que a mesma pessoa que imaginei nessa “utopia” pense em mim ao ouvir essa música.
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High-res
“Nunca gostei do meu nome. Considerava-o um nome incomum, esquisito, e não gostava da pronúncia da letra “N”. Sempre quis me chamar Alice, ou Ana Maria… Na verdade, acho que meu problema era mesmo com as apresentações. Ficava constrangida em dizer meu nome, falar sobre mim. Eu sempre quis passar despercebida., na realidade. Não gosto de apresentações, não gosto de me explicar. Eu não preciso de um nome.
Mas, ao ver outra pessoa com o mesmo nome que eu (e enxergando isso de forma impessoal), essa minha impressão ruim acabou. Achei-o um nome distinto, ainda estranho, mas no sentido bom da palavra (se é que ele existe). Logo comecei a brincar com as letras, mudando-as de lugar, dando à elas diferentes formas e sentidos, me divertindo com essa atitude boba. De repente, me veio um sorriso e me peguei repetindo bem baixinho: ”Eu me chamo M…”.
Imagem: The Reading Girl, s/d. Vladimir Ezhakov (Rússia, 1975). Óleo sobre tela, 30 x 48 cm.